domingo, 9 de dezembro de 2012

2012 chegando ao fim e as previsões para o futuro!


Mais um ano chegando ao fim. O ano de 2012 passou rápido para alguns e, para outros, ainda rasteja. Esse ano, tive a oportunidade de conhecer Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. Quem já esteve lá, sabe que aquele lugar é um verdadeiro paraíso. Eu e meus amigos aproveitamos um feriadão e caímos na estrada. Rodamos tudo e foi divertidíssimo!

Já em nosso primeiro dia, em uma das praias do paraíso, fomos abordados por uma baiana com seu traje típico, vendendo acarajé. Eu não gosto muito de acarajé, mas acabei comprando e já vou dizer porque: assim que fomos abordados, ela disse que era uma mulher de luz, enviada por anjos e santos para guiar as pessoas que passavam por seu caminho.

Imediatamente, tive vontade de fazer perguntas sobre a minha vida e, disparado, fui o primeiro do grupo a perguntar quais seriam as previsões para o meu futuro. Perguntei: Sou estudante de jornalismo. Quero saber: o que vai ser de mim depois que eu me formar? Ela imediatamente pediu que eu retirasse os óculos escuros. Retirei e fiquei de pé. Em seguida, pediu que eu esperasse, pois estava recebendo as mensagens espirituais. 

Fiquei nervoso e ansioso. E ela disse: você vai fazer teatro e vai aprender muito nessa área. Também vai trabalhar como repórter de TV e será na GNT. Eu não sabia se ria ou se me fazia de sério, afinal de contas, eram as previsões para o meu futuro. Ela continuou dizendo que eu sairia do Espírito Santo e que eu conheceria uma pessoa, que me ajudaria a entrar na GNT. Ela disse também, que eu seria um repórter de moda, pois tenho facilidade para compreender as mulheres. 

Fiquei sem palavras. É claro que eu não acredito em nada do que ela falou, mas coincidentemente, está em meus planos fazer teatro um dia. Assim como a possibilidade de sair do Espírito Santo para atuar como jornalista, caso seja conveniente. Meus amigos brincaram comigo, assim que ela despediu-se de nós desejando paz e luz. Depois disso, acabei ficando impressionado por alguns dias... 

Independentemente das previsões da baiana (que estava mais para carioca), todos nós atraímos para nossas vidas aquilo que buscamos. E o mais incrível disso tudo, é que nem sempre estamos preparados para receber da vida , o que ela tem a nos oferecer. Sejam coisas boas ou ruins.

Resumo da história?! Eu dispenso as previsões que ela fez, e só quero que o melhor aconteça comigo e com as pessoas que amo. E quer saber?! Gosto de ser surpreendido por esta vida que é boa demais... Que venham as surpresas!  


domingo, 28 de outubro de 2012

O alcoolismo e a luta pela sobriedade...


Neste fim de semana, estive em uma reunião do Alcoólicos Anônimos, mais conhecido como AA. Não, eu não tenho problemas com bebidas alcoólicas, mas fui dar apoio para um grande amigo, que depois de muitos anos, percebeu que precisava tomar alguma atitude em relação à doença. Isso mesmo: doença! A Organização Mundial da Saúde (OMS), reconhece o alcoolismo uma doença. Em fevereiro deste ano, a OMS divulgou dados de uma pesquisa que aponta que o consumo de álcool já é responsável por quase 4% das mortes pelo mundo. E o pior: já mata mais que a tuberculose, a Aids e a violência.

Chegamos bem cedo ao local onde acontecem as reuniões. Aos poucos os membros da irmandade foram chegando e ocupando seus lugares. Fui muito bem recebido por todos e logo as badaladas do sino, nas mãos de um dos membros e coordenadores do grupo, convidava todos fazerem silêncio. Começava mais uma reunião. Todos, de pé, recitam a Oração da Serenidade, que fiz questão de registrar aqui: 

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária 
para aceitar as coisas que não podemos modificar, 
Coragem para modificar aquelas que podemos, 
e Sabedoria para distinguir umas das outras."

Em seguida, os membros são convidados a fazer seus depoimentos sobre como estão conseguindo evitar o primeiro gole e sobre a luta constante contra o desejo e a impulsividade. A maioria dos membros do grupo que visitei eram de homens, com idades entre 40 e 70 anos. Ouvi histórias de pessoas que perderam tudo o que tinham por conta da doença. Pessoas que passaram muito perto da morte e conseguiram entender que precisavam de ajuda. Pais de família que perderam desde bens materiais a valores como dignidade e auto estima. 

Uma informação importante, que chamou minha atenção, foi o fato de muitos dos membros terem relatado que começaram a beber muito cedo, alguns ainda na adolescência. Hoje, ingerir bebida alcoólica é uma rotina muito comum na vida de adolescentes, jovens e adultos. Fiquei pensando como será o futuro de muitos dos jovens de hoje que não conseguem sair de casa para se divertir sem beber. A maioria dos membros lamenta ter chegado ao fundo do poço por conta da doença. A falta de controle sobre o impulso de beber trouxe muita dor e tristeza para aqueles homens e suas famílias. Quantos de nós teremos que passar pela mesma dor para entender o quanto o álcool faz mal?!

Terminada a reunião, cada um dos membros fez um compromisso consigo mesmo e com a irmandade de continuar na luta por mais 24 horas de serenidade e sobriedade. Eu nunca havia participado de nenhuma reunião do AA e saí de lá com a responsabilidade de contribuir, de alguma forma, para que outras pessoas conheçam o trabalho da irmandade. Lembrando que o desejo e a vontade de deixar o álcool é de cada um. O alcoólico precisa querer mudar e precisa de apoio de familiares e amigos. A reunião fez mais bem para mim que para todos os membros que estavam lá, porque eu voltei no tempo e lembrei de pessoas da minha família e amigos que também sofreram muito pelo mesmo motivo. 

Bem, para quem ainda não conhece, segue abaixo o site do Alcoólicos Anônimos no Brasil, uma matéria sobre do site Terra sobre os números da doença no mundo e um texto, do site da empresa Scritta, sobre a maneira como os devem ser chamadas as pessoas que consomem álcool (alcoólatra ou alcoólico?!).

confira: 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Rotina de um repórter...



Dia, mau humor, sono, banho, toalha, roupa, cabelo, perfume, bolsa, chave do carro, rua, trânsito, impaciência, pressa, atraso, estacionamento. Crachá, abraços, beijos, acenos, cantina, cafezinho, pão de queijo, redação, cadeira, computador, editor chefe, pauta, deadline, bloco de anotações, caneta, telefonemas, risos, afirmações, rua, carro, motorista, delegacia, policiais, vítimas, boletim de ocorrência, entrevistas, anotações, fotos, ficha, telefonemas, conversas, desentendimento, choro, carro, motorista, rua, acidente, mortos, feridos, congestionamento, sirenes, bombeiros, ambulâncias, gritos, socorro, entrevistas, anotações, telefonema, carro, motorista, alta velocidade, fumaça, fogo, sirenes, bombeiros, água, desabamentos, correria, pânico, salvamentos, questionamentos, anotações, afirmações, carro, motorista, redação, pessoas, vozes, acenos, cansaço, dores nos pés, banheiro, mesa, computador, editor chefe, diálogo, matérias, coceira na cabeça, relógio, deadline, pressão, conclusão, alívio, cansaço, dor de cabeça, cantina, lanche, despedidas, chaves do carro, trânsito, garagem, apartamento, chave da porta, sofá, televisão, sono, insônia, fome geladeira, macarrão, microondas, mais fome, maçã, madrugada, frio, solidão, asia, internet, bate papo, frustração, sono, cama, calmantes, apagão.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que você quer ser quando crescer?!


Quando eu era criança, não sabia ao certo o que queria fazer quando crescer, mas também não levei muito tempo para decidir, porque ainda bem cedo, fui percebendo que gostava de ler e escrever. Com o passar do tempo, descobri que o curso de comunicação reunia todas as coisas que eu gostaria de fazer profissionalmente. Felizmente, escolher o que eu queria quando crescer nunca foi um grande problema. 

Bem, eu não cresci em tamanho, mas tenho certeza que acertei na escolha: cursar jornalismo. Vencida a etapa do vestibular, a graduação nos coloca em contato com diversas áreas da profissão. Como estagiário, já tive a oportunidade de conhecer algumas delas. Minha primeira experiência em jornalismo foi com assessoria de comunicação e imprensa. Foi uma experiência bem bacana e interessante. Também já trabalhei na área de comunicação empresarial e tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, e trata-se de uma área que cresce muito. Por último, estou há alguns meses trabalhando na produção de TV e está sendo ótimo.

Um dos motivos pelos quais eu decidi cursar jornalismo foi, além de gostar de ler e escrever, a possibilidade de trabalhar na televisão, um grande sonho de criança. Mas e quem ainda não sabe o que quer ser depois de grande e com o diploma na mão?! E quem um dia lutou pelo sonho de se formar e ainda não sabe o que quer fazer da vida?! Tem muita gente por aí vivendo essa situação. Pessoas que escolheram a própria profissão e hoje não sabem o que fazer para alcançar plenitude e realização profissional.

O que posso dizer para essas pessoas (E quem sou eu para isso??)?! Nunca desistam... Nunca desistam de correr atrás de um grande sonho. Nunca é tarde demais para começar a estudar, mudar de profissão, fazer inglês... E se você ainda não sabe mesmo o que quer fazer da vida, lembre-se: você não está sozinho. Conheço uma porção de gente que também não sabe!

Mais importante que saber o que quer da vida, é entender que viver a vida é o fundamental. Não sinta-se mal por isso. Ao contrário: pense no quanto vai ser bom sair em busca de novos horizontes. Estabeleça metas! Corra atrás de seus objetivos que a vida se encarrega do resto.

Para finalizar, escrevi esse texto com a música "Pais e Filhos", da banda Legião Urbana, na cabeça. Para quem gosta, como eu, segue o vídeo:



Até a próxima!

     

terça-feira, 2 de outubro de 2012

É proibido proibir e viver sem quebrar regras de vez em quando...

Tá, eu prometi que essa postagem seria sobre um assunto que muita gente faz, mas tem vergonha de assumir. Um assunto que muita gente deve ser especialista por aí, mas nem desconfia. Quebrar regras é uma das coisas mais comuns deste mundo, porém muita gente tem receio de falar ou tocar no assunto... 

Eu confesso, sem falso pudor, que quebrar regras não é algo muito comum na vida e talvez por isso, eu sinta necessidade de quebrar alguma coisa, de vez em quando, sabe?! 

Poucos dias trás, vi uma empresa da área de treinamentos e recursos humanos compartilhando alguns pontos de nossa vida pessoal, profissional e familiar, que mereciam a nossa atenção. Um deles dizia que quebrar regras é algo que devemos fazer de vez em quando, e confesso que isso é verdade!

Quem consegue viver o tempo inteiro sem sentir o gostinho de violar normas e regras?! Ah, vamos deixar claro que quebrar regras, neste caso, não se refere ao fato de colocar a própria vida e a de outros em risco, ser desonesto ou coisas do tipo.

Retomando o assunto, conheço pessoas que são muito mais preocupadas em seguir todas as regras estabelecidas, do que viver a vida da melhor maneira possível. Elas vivem presas em regras que nem elas mesmas entendem porque foram criadas e se auto proíbem de uma maneira assustadora e imperdoável, até. 

Quanto mais nos proibimos de fazer algo, mais vontade teremos de fazê-lo e isso pode nos impedir de viver momentos importantes na vida. Cada um de nós sabe as regras que nos impedem de viver melhor. Regras que foram criadas em algum momento ou por alguém, que nos restringe a ponto de causar inércia. Fique de olho... 

Portanto, permita-se, de vez em quando, errar também. Permita-se, de vez em quando, beijar na boca no primeiro encontro, usar xadrez e listras no mesmo figurino, usar a cor que quiser na hora de se maquiar. Saia com o cara baixinho ou com o cara de cavanhaque. Fique com a menina de aparelho ou dê uma chance para o nerd da sua turma. Use açúcar ao invés de adoçante. Omita seu peso ou sua idade. Corte o cabelo bem curtinho ou deixe a barba crescer...

Que regra mais te restringe?! Pense, aí... Mas tenha cuidado! Quebrar regras exige muita esperteza. Nada de sair por aí cometendo bobagens, ok?!   

Texto que encontrei na internet sem autor definido (se alguém souber quem é o autor, pode dizer) :

"A vida é curta. Quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo."


Até o nosso próximo encontro!  


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Não deixe para depois o que você pode fazer agora..."

Uma vez, fazendo compras com a minha mãe em um supermercado, passei por uma estante com alguns livros. Para a minha sorte, a estante não estava disputada como o balcão de frios e o açougue. A urgência da maioria das pessoas naquele momento era por comida, mesmo. Timidamente, fui me aproximando da estante e percebendo que alguns dos títulos até me agradavam. Um deles chamou muito a minha atenção e, para a minha surpresa, estava baratinho (não resisti e comprei!): "Não deixe para depois o que você pode fazer agora", de Rita Emmett, com dicas práticas para otimizar nossa capacidade de iniciar, e principalmente, de finalizar as coisas.

Na época em que comprei o livro, eu trabalhava durante o dia e à noite, quando chegava em casa, estudava para o vestibular. Eu sentia uma necessidade muito grande de aproveitar melhor o meu tempo, de ser mais produtivo, organizado e disciplinado. Confesso que o livro não me ajudou em muita coisa, mas a leitura me fez perceber que não existe receita pronta para alcançar objetivos, como passar no vestibular. Aproveitei algumas dicas e tentei incorporar algumas atitudes e comportamentos que me ajudaram a traçar novas metas de vida.

No finalzinho do livro, Emmett selecionou algumas frases e pensamentos que, segundo ela, deveriam ser considerados. Um deles eu gostei muito e se tornou uma espécie de lema para mim: "O arrependimento das coisas que fizemos pode ser aliviado com o tempo, mas o arrependimento das coisas que não fizemos é irremediável", de Ralph Emerson. Sabe quando o ditado "engoliu seco"?! Pois é, minha saliva parecia estar descendo por garganta árida, feito um deserto...

Não tenho vergonha de dizer que tentei o vestibular para o curso de jornalismo por 5 anos seguidos (eu já poderia estar formado!). Fazer jornalismo era o meu maior sonho e consegui alcançá-lo. Ver o meu nome entre os aprovados para o curso foi a maior felicidade da minha vida. Eu não suportaria deixar de me inscrever em mais um vestibular e deixar uma oportunidade passar. Seria um arrependimento irremediável.

Eu não lembro, no momento, de algo que eu tenha deixado de fazer e que tenha me provocado um grande arrependimento, mas conheço pessoas que vivem lamentando por não terem aproveitado as oportunidades que tiveram no passado. Gente que se arrepende de não ter feito o curso que sempre quis, gente que se arrepende de não ter ficado ou namorado fulano e beltrano, gente que se arrepende de não ter dado mais uma chance para o relacionamento, gente que se arrepende de não ter viajado, de não ter ido ao show da banda que gostava, de não ter comprado o tal vestido, de não ter ido para o emprego dos sonhos só porque pagava menos, de não ter feito inglês, de não ter poupado grana, de não pedir perdão, dentre outras coisas...

Cada um sabe de seu irremediável arrependimento (talvez não...). E já que, deixar de fazer algo hoje, pode se tornar um arrependimento irremediável depois, que tal botar a mão na massa agora, antes que a vontade passe e que os compromissos e a correria do dia a dia nos façam esquecer o quanto essas coisas são urgentes (também)?! Mais ou menos assim: se está querendo mudar de emprego e apareceu uma oportunidade, aquela que você tanto esperava, mude! Se você sente o desejo de pedir perdão para alguém, peça! Se você quer fazer um cursinho de inglês, um curso técnico, a graduação de seus sonhos ou o mestrado (que vai bombar o seu currículo e te deixar mais feliz), não perca tempo... Mexa-se para tornar isso realidade. 

Falando assim, parece até fácil, né?! Sei que não é... Mas tenho certeza que tentar fazer algo acontecer é bem melhor do que ficar com a consciência pesada por não ter tomado nenhuma atitude. Eu prefiro me arrepender por algo que tentei fazer e não deu certo, do que por nunca ter tentado. A gente nunca sabe se algo vai dar certo! Só tentando mesmo... 

Escrevendo, lembrei da música "Semana que vem", da Pitty, que fala sobre o assunto que tratamos hoje...



Na próxima postagem, vamos tratar de um assunto interessante: quebrar regras! Quem nunca quebrou regras nessa vida?! Quem nunca?!?!?!

Até lá!

   

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A hora de sair de casa...

Conforme o prometido na última postagem, o assunto de hoje é algo que cedo ou tarde, acontece na vida de todos nós: a hora de sair de casa. Este sempre foi um assunto que me interessou, porque sair de casa, significa, entre outras coisas, que alcançamos autonomia e independência. Conversando com algumas pessoas sobre o assunto, descobri histórias de vida fascinantes. Pessoas, que por diversos motivos, precisaram sair de casa ainda muito cedo, que foram expulsas ou por livre espontânea vontade.

Posso começar com o exemplo de minha mãe. Ela ficou órfã de seus pais muito cedo, aos 6 anos de idade. Aos 12 anos, já trabalhava para sobreviver e ajudar a família. Pouco tempo depois, saiu de casa e foi viver sozinha e alguns anos depois, conheceu meu pai. Vários motivos levaram minha mãe a sair de casa tão cedo e, a maioria deles, relacionados ao fato de ter sido criada por pessoas com quem tinha conflitos.

Sei de histórias de pessoas que precisaram trabalhar desde muito cedo para ajudar a família e, em consequência disso, acabaram saindo de casa mais cedo também. Hoje em dia, parece que esse processo foi invertido. Os filhos saem de casa cada vez mais tarde e, quando tomam a decisão de sair, já estão formados, trabalhando, casados, com casa para morar, donos de si mesmos.

Meu irmão mais velho, por exemplo, saiu de casa este ano, aos 27 anos. Ele estudou, formou-se, conseguiu um bom emprego, juntou uma grana, comprou um apartamento e casou-se. Ele fez tudo direitinho, com muita paciência. Ah, e depois de tudo isso, ainda conseguiu comprar um carro...

Onde quero chegar com tudo isso?! Bem, nem eu sei ao certo, mas hoje, aos 25 anos, sei que ainda estou longe de realizar tudo isso. Ainda estou na metade do meu curso de jornalismo e jornalistas, até onde sei, não têm os melhores salários. Então, até eu me formar, começar a trabalhar e juntar uma grana, ainda vai levar um bom tempo.

Os meus motivos para sair de casa?! Ser independente, escolher a decoração da casa, dar uma festa e receber meus amigos, pintar uma parede de verde quando sentir vontade, chegar tarde, acordar tarde, namorar na sala, ter animais de estimação, lavar a louça da janta só de manhã, entre outras coisas. E mais: sentir o prazer de viver em um espaço que foi conquistado com o esforço de seu trabalho, mostrar (mostrar, mesmo!) que sou capaz, pagar minhas próprias contas... (não é a melhor parte, mas faz parte!)

Lembrei que já tive vontade de fugir (sair de casa, em alguns casos, pode significar o mesmo que fugir de casa!) de casa várias vezes! Não sei por que isso acontece. Às vezes, alguns conflitos em casa, dificuldades de relacionamento com a família e a vontade de ser livre (não ter que dar satisfação para ninguém) são os principais motivos.

O fato é que, em algum momento, não nos encaixamos mais em nosso ambiente familiar. Por mais feliz que seja o convívio com os membros de nossa família, vai chegar o momento em que a vontade de viver uma carreira "solo" fala mais alto. Parece ser algo genético. Algo que vem no sangue do ser humano, ao longo de séculos. Vai entender, né?!
     
Até a próxima!
    

sábado, 15 de setembro de 2012

Enfim, o fim de semana!

Estou com vontade de falar sobre tantas coisas hoje! Não sei nem por onde começar... Na verdade, como sou fã de um bom bate papo, de uma boa conversa, queria mesmo é me sentar e conversar com alguém bem disposto a falar sobre vários assuntos ao mesmo tempo.

A semana foi bem agitada, com bastante trabalho e muitos pepinos para resolver (abacaxis para descacar?!). Que não teve uma semana assim?! Ainda mais quando se trata de uma semana seguida de um feriado. Parece que tudo acumula e se embaraça. Haja habilidade para desembaraçar e desatar os nós causados pelo feriado (do que é mesmo que eu estava falando?!).

Bem, um dos assuntos que quero tratar aqui é sobre a profissão que escolhi, o jornalismo. Não é nada fácil ser jornalista. Não é nada fácil acordar cedo, em pleno sábado e vir trabalhar. Sei que nem tudo é fácil nessa vida, mas ser jornalista é, sem dúvida, uma das coisas mais complicadas que existe. Somos "obrigados" a saber sobre TUDO o que se passa em nossa cidade, no estado, no país e no mundo. Quando alguém te pergunta sobre alguma coisa que "por acaso" você nem teve o interesse de ficar sabendo, as pessoas te olham como se você fosse alguém de outro mundo: - "Como assim você não sabe?!"

Não estou reclamando da profissão, sério! Afinal, foi essa a profissão que escolhi ainda criança. Profissão que tenho orgulho de exercer, como estagiário. Só quem vive na pele de um jornalista todos os dias, sabe do que estou falando (jornalistas ou futuros jornalistas, confirmem!). Não consigo me ver fazendo outra coisa nessa vida! Eu sempre soube que jornalistas trabalham aos sábados, domingos, feriados, natal, reveillon, em seu aniversários, e por aí vai! Notícia não tem hora para acontecer...

Assim que cheguei no trabalho hoje, li uma matéria sobre uma pesquisa que dizia que médicos e jornalistas lideram a lista de divórcios. Gente, ainda nem estou formado e muito menos casado!O que vai ser de mim?! Foi a notícia do dia... Agora imagina como deve ser para uma mulher, jornalista, que em pleno sábado, precisa deixar o filhinho com os avós para trabalhar?! Conheço várias nessa situação. E ainda, saber que no dia seguinte, em pleno domingo, vai trabalhar também?! Jornalistas são pessoas de outro mundo, mesmo!

Um outro assunto que queria abordar aqui nesta postagem, mas que necessita de um texto inteirinho e exclusivo: a hora de sair de casa! Será que existe um momento certo para isso?! Lembro que nesses 25 anos de vida, já tive vontade de sair de casa várias vezes (só não me lembro muito bem os motivos). Quando criança, já cheguei a juntar minhas trouxinhas para sair de casa. Acho que eu não tinha nem 7 anos, ainda! "Rebeldia" precoce a minha. Bem, como o assunto é bem "interessante", a gente vai conversar sobre isso na próxima postagem!

Bom fim de semana!

Até a próxima!

Site com a pesquisa sobre divórcios. Confira se a sua profissão faz parte desta lista: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/pesquisa-aponta-quais-profissoes-mais-causam-divorcios/60363/  

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Depois de um feriado, nada melhor que um fim de semana para descansar!

A semana seguinte ao feriado é sempre muito chata. A gente fica com vontade de que a semana acabe logo, com preguiça de trabalhar, estudar e contando os dias para o fim de semana, pois o feriado, por mais perfeito que tenha sido, é cansativo também!

Além disso, um feriado repercute durante semanas na internet. Chega até causar incomodo... São fotos no Facebook, no Instagram, frases no status do MSN, comentários e bafões que dão conta de tornar os feriados em momentos inesquecíveis.

Como (quase) todo mundo, nesse feriado, eu também viajei. Sim, temos poucas oportunidades ao longo do ano para fazer isso. O trabalho, os estudos e a correria do dia a dia nos prendem em jaulas. Um feriado é basicamente a mesma coisa que encontrar a porta da jaula aberta: como não resistir e sair em busca de liberdade?!

Em períodos assim, nos comportamos como um bando de aves que migram de uma região para outra. Muitos migraram para o litoral. Outros migraram em direção às montanhas e outra parte preferiu ficar em casa, mesmo! Eu me juntei ao bando que seguiu em direção ao litoral, e visitei Guarapari. Depois, fui em direção às montanhas, em Anchieta. Foi muito bom...

Experimentei emoções incríveis. Chorei de tristeza e de alegria. Sorri por satisfação e por obrigação. Comi e não gostei. Comi e repeti. Abracei por abraçar. Abracei por gostar e amar. Me escondi do sol e depois o procurei. Senti saudade e liberdade. Disse e voltei atrás. Olhei, mas não enxerguei e enxerguei sem ter olhado.

Foram três dias desligado da rotina, do trânsito e das obrigações. Momentos marcantes, que ficam gravados na memória e que dão saudade. Muita gente já está planejando o que vai fazer no próximo feriado, acreditam?! Pois é...

Eu só quero mesmo é o que o fim de semana chegue logo, porque feriado é bom, mas cansa e deixa a gente mal acostumado!

Até a próxima!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Um jeans para o feriado...

A gente trabalha a semana inteira contando os dias para a chegada da sexta-feira, né?! A correria do dia a dia exige tanto de nós que a primeira oportunidade que temos de nos desligar de toda essa loucura, se torna um convite irrecusável. É ou não é?!

E como todo mundo já está contando as horas para bater ponto amanhã e só voltar ao trabalho na segunda, tenho certeza que muita gente também não está afim de ficar lendo postagens de blogs. Então, a postagem de hoje é curta! Como eu também fiz planos para curtir o feriado, nos próximos quatro dias, ou mais, o meu blog não será atualizado.

Ontem saí do trabalho e peguei o ônibus em direção à minha casa. Eu estava certo de que iria direto para minha casa, mas o trânsito (não sei por qual motivo), estava um verdadeiro caos. Quando o ônibus parou em frente ao shopping, não resisti e desci. Nem me senti mal porque muita gente teve a mesma ideia que eu  (na verdade, eu ouvi as pessoas convidando umas às outras e, como eu estava sozinho, ninguém ia me convidar mesmo, então eu me convidei e fui). 

Ir ao shopping com dinheiro (e sem também) é um problema, mas fui mesmo assim. Senti vontade de comprar quase tudo o que via pela minha frente, mas fui forte e me controlei. Lá, eu fiz uma coisa que gosto muito de fazer: comprar calça jeans! Eu gosto demais... A parte chata é ter que provar as calças. Tira, coloca, tira, coloca, tira, coloca... Mas a sensação de encontrar a calça que foi feita sob medida para você, no meio de tantas outras, é incomparável. 

Depois de tanto procurar (e essa procura tem propriedades terapêuticas sobre mim), encontrei algumas que eu precisava provar. De cara, quando encontramos uma peça legal, já sabemos se vale ou não à pena prová-la. Depois, é só (nem é tão fácil assim) decidir qual delas realmente ficou bem em você e qual ou quais delas deve levar. Eu só comprei uma (sabe como é, né?! Estagiário não ganha lá essas coisas, então uma só já é o suficiente para não ficar endividado!).

Calça na mão, hora de ir para a fila do caixa. Enfrentei uma fila gigantesca... Enquanto eu esperava, uma discussão começou a fazer barulho e a ficar mais forte dentro da minha cabeça. Levar ou não levar a calça?! Será que vou ficar sem dinheiro depois?! Será que aquela outra calça ficou melhor em mim?! Acho que gostei mais da outra! Será que eu vou usar depois?! Será que eles aceitam cartão, aqui?! A cor dessa calça vai combinar com as outras pessoas que eu já tenho em casa?!   

- Próximo! 

Já estava na minha vez. A discussão interna ajudou a passar o tempo de espera na fila. Paguei com dinheiro mesmo e já sei com quais camisas a calça nova vai cair super bem!

Bom feriadão!



Até a próxima...     

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A arte de esquecer os sonhos da noite passada...

Bem, como prometi na última postagem, a faxina de ontem rendeu além de um quarto limpinho, arrumado e cheiroso, brigadeiro de panela e adesivo na parede. Isso mesmo... Com a empolgação da faxina, resolvi que  estava na hora (na verdade já tinha passado da hora!) de colocar na parede o adesivo de ganhei de aniversário (em fevereiro!) da minha ex-chefinha, Moniky.

Colocar o adesivo na parede foi bem mais fácil do que eu imaginava, sério. Sinal de que assimilei bem os vídeos que assisti no Youtube. Ficou bem legal! Depois de pronto, fiz foto e postei no Facebook. Depois, resolvi que estava com vontade de comer um doce e fui para a cozinha fazer um brigadeiro. Inventei de cortar quadradinhos de biscoito wafer de avelã e acrescentar ao brigadeiro. Achei que fosse ficar péssimo e me surpreendi. Não ficou assim, um "brigadeiro dos deuses", mas ajudou a distrair a ansiedade de um domingo caseiro.


Mais tarde, ainda consegui sentar e escrever uma postagem para o meu blog! Tentei dormir mais cedo, mas não consegui. Dei ração para o peixinho (peixe betta) que ganhei de lembrança em uma festa de aniversário de criança em Guarapari, li algumas notícias sobre o fim de semana na internet, ri de algumas postagens e comentários no Facebook e peguei no sono.

Mas aí você deve estar pensando: isso aqui é um diário?! Tenho mesmo que ficar lendo o que esse cara fez em casa em pleno domingo?! Acalme-se. A postagem de hoje também vai questionar um "por quê?!" muito comum: esquecer os sonhos da noite passada!

Logo após deitar e pegar no sono, acordei no meio da noite com o coração batendo a mil por hora! Eu tinha acabado de ter um sonho, mas não conseguia me lembrar de nada... Tenho o costume de anotar palavras chave sobre  os sonhos que tenho, quando consigo lembrá-los. O que estiver por perto serve para registrar: bloco de anotações, boletos de pagamento, embalagens, contracapas de livros e celular (no celular eu digito as palavras e salvo como rascunho para ler no dia seguinte).

No dia seguinte, costumo recorrer aos dois livros de interpretação de sonhos que tenho aqui em casa ou pesquiso aqui na internet, mesmo. Mas sabe o que me preocupa?! Não saber o que sonhei! Isso me tira do sério! Parece que sou eu querendo se vingar de mim mesmo, por algum motivo que só o meu inconsciente sabe...

Além disso, para a psicanálise, quando não nos lembramos de nossos sonhos, isso pode significar que estamos tendo dificuldade em lidar com problemas na vida real (a vida quando estamos acordados!). Aí, começo a pensar que tem alguma coisa errada comigo e, ao mesmo tempo, rejeito a hipótese de ter que admitir esse autodiagnóstico.

Com certeza você já passou por situações parecidas, né?! Abaixo, algumas interpretações de sonhos comuns, aqueles que todos nós já tivemos um dia, sob o ponto de vista de um psicólogo:


Bacana, não?! Acho que vou procurar um analista só para saber por que tenho sonhos com coisas estranhas, pessoas que nunca vi, lugares onde nunca estive... Quer dizer, se eu conseguir lembrar deles, né?!

Até a próxima!

Fonte:

domingo, 2 de setembro de 2012

O conselho de hoje é: use filtro solar!


Que domingo é o dia oficial da preguiça, muita gente sabe. E como não poderia deixar de ser, hoje levantei mais tarde, troquei o café da manhã pelo almoço e fiquei em casa o dia todo, com a mesma roupa de quando levantei. Foi assim com você também, né?! Diz, aí...

Logo após o almoço, deixei a preguiça de lado e resolvi encarar a faxina de frente. Fugi dela a semana inteira, mas hoje não dava mais para "fazer de conta" que não estava vendo a situação do meu quarto. Muita poeira e uma bagunça, só. 

Antes de começar a limpezinha, me olhei no espelho e percebi algumas marcas na pele do meu rosto. Eu já estava preparando tudo para começar a arrumar o meu quarto, mas não resisti. Parei, peguei uma pinça, um sabonete para pele oleosa, uma buchinha vegetal, um esfoliante e resolvi cuidar da pele. 

Eu faço isso de vez em quando, juro. A correria do dia a dia me impede de fazer com mais frequência, mas sempre que posso, faço. Durante a verificação minuciosa da minha pele, percebi que alguns sinais, que não estavam ali antes, estavam evidentes, gritantes, tornando a minha aparência (pouco privilegiada) um tanto quanto estranha. 

A minha mente, ou sei lá o quê dentro da minha cabeça, ficou me acusando o tempo inteiro: "Quem mandou não usar filtro solar?!" De tanto essa voz se repetir, acabei ficando com consciência pesada... Poxa, eu tenho 25 anos! Já passou da hora de começar a cuidar da minha pele. Lembrei que na minha família existe um histórico de câncer de pele. Realmente, não posso dar bobeira!

Em seguida, em uma tentativa de autodefesa, motivada pela mente acusada (friamente) de causar um dano a sí própria (porque eu sou o corpo da minha mente, né?!), lembrei que todas as vezes em que usei filtro solar no corpo, mas principalmente no rosto, fiquei incomodado e sentindo muita gastura (coisa de capixaba!). Quando uso filtro solar, sinto que minha pele fica ainda mais oleosa, brilhosa e se torna uma espécie de imã, que atrai partículas de poeira. 

Depois do duelo entre "id" e "ego" em minha mente, o "superego" entrou em cena e pacificou a situação. Chegamos à conclusão de que nunca é tarde para tomar a iniciativa de começar a usar filtro solar. Eu "só" tenho 25 anos, oras! Ainda dá tempo de começar a me cuidar... Pensei.

Daí, lembrei de um vídeo que eu gosto muito e assisti pela primeira vez em 2006! Lembram de "Filtro Solar?! Pois é, para quem quiser ver ou rever o vídeo, postei ele aqui:


Como amanhã é segunda-feira (dia de outro tipo de preguiça e de começar de novo), faça chuva ou faça sol, começo a usar filtro solar!

Ah, e o que rolou na faxina do quarto fica para a próxima postagem...

Até lá!


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As crises da vida...

Mais cedo ou mais tarde, todos nós passamos por uma "crise" de idade. Eu acho que vivi uma crise dessa aos 23 anos. Na verdade, acho que nem foi uma crise, mesmo. Foi só uma "rebeldia" meio sem causa. O fato é que, com o passar dos anos, a gente começa a sentir o "peso" da idade e isso provoca alguma reação  que eu não sei de onde vem (será que ia adiantar alguma coisa saber?!).

Quando eu passei pela tal fase de rebeldia, que nem foi tão rebelde assim, o que mais me preocupava era a vontade de mudar de rumo na vida. Era como se a minha "nau" (pode pesquisar no Google!) estivesse mau posicionada e eu, inconformado com o falso "norte" da minha vida, tivesse que tomar alguma atitude. Na época, eu não me lembro de ter feito nada que realmente fizesse a minha vida mudar completamente, mas consegui chegar a algumas conclusões.

Percebi que, aos 23 anos, eu ainda morava na casa dos meus pais e ainda estava bem de longe de começar a fazer planos de morar sozinho e de ser independente. Além disso, eu ainda estava no início da faculdade, não tinha grana, não tinha meu carro, não tinha meu apartamento, não tinha encontrado o "amor" da minha vida e nem estava no emprego dos meus sonhos. Triste realidade, aquela.

O tempo passou e hoje, aos 25 anos, pouca coisa mudou (praticamente nada!). O momento de crise me ajudou a entender que o tempo é implacável e que tudo vai se ajeitando aos poucos. Não tem jeito. Minhas preocupações hoje são outras e toda aquela revolta só me fez plantar os pés no chão. Foi uma espécie de "choque de realidade".

Por que eu resolvi falar sobre isso, mesmo?! Ah sim, foi porque observei o quanto essa crise de idade mexe com a vida das pessoas. Tem gente que não admite o envelhecimento e se utiliza de todos os artifícios necessários para combater (em vão), os sinais do tempo. Tem gente que se fecha como uma ostra e não admite que o outro também pode estar certo sobre a vida (ostra que sabe tudo). Tem gente que para no tempo e se impede de viver o que a vida ainda tem para oferecer e tem gente que vive em um total inconformismo, mas é incapaz de tomar atitudes e mudar a posição de sua "nau" (já pesquisou o que significa, né?!).

A postagem de hoje ficou muito estranha, admito. Fugiu até do que eu imaginava, mas teve lá sua importância (teve?!). Passar por uma crise, nem sempre é ruim. Ajuda a gente a entender algumas coisas e nos torna pessoas melhores e mais fortes. Mas, cuidado...! Tem gente por aí que usa a tal da crise como desculpa para tudo e isso não pega bem! 

Abaixo, uma entrevista interessante sobre as "crises" de idade sob o ponto de vista de um especialista: 


Se gostou, divulgue! Até a próxima...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A "bendita" vontade de consumir X Poder de consumo

Hoje resolvi falar de dois assuntos que eu trataria separadamente aqui, mas pensei melhor e percebi que eles estão ligados, de uma forma ou de outra. Um é a necessidade de trocar de aparelho de celular com frequência e o outro é sentir vontade de comprar compulsivamente quando estamos sem grana.

Não sei se existe uma ordem pré estabelecida entre os dois assuntos, como por exemplo, qual deles deve ser tratado primeiro. Então, decidi começar por aquele que é mais frequente comigo, já que não troco o meu celular há quase dois anos (não por falta de vontade): a falta de grana.

Ser estagiário, assunto que pode ganhar uma postagem inteirinha aqui, é bem bacana. É uma oportunidade de aprender sobre a sua futura profissão, com as experiências práticas do dia a dia, já que, na universidade, são poucos os espaços onde podemos colocar em prática tudo o que aprendemos em sala de aula.

Porém, ser estagiário significa, automaticamente, que sua grana é curta, limitada. Tá, é claro que isso depende da área em que você trabalha, o curso que você faz, eu sei... Mas tenham certeza que como eu, muita gente por aí não faz engenharia, medicina ou qualquer outro curso que seja bem valorizado (R$) no mercado de trabalho.

Para nós, que ralamos um mês inteiro para ganhar a "suada" recompensa, ver a grana "desaparecer" é algo bastante comum. O que não é comum (será?!) é sentir vontade de consumir, de comprar, de ter tudo o que quer mais não pode, porque não tem grana. É tenso... Aquelas promoções nas lojas em que mais gostamos de comprar, liquidações e queima de estoques, só acontecem naquele período do mês em que sua grana já "bateu asas"!

E como se não fosse coincidência, você resolve trocar de celular e descobre que se quiser realmente fazer isso, vai ter que parcelar a compra em pelo menos 12 vezes sem juros, para conseguir honrar suas dívidas sem depender de uma "ajudinha" dos pais. Fazer o que, né?!

Enquanto o fim do mês não chega e a grana não "cai" (primeiro ela "cai", depois "bate asas") na conta, vale à pena pesquisar preços, pedir para mexer nos aparelhos e "fingir" que está com dúvidas sobre os dispositivos (porque a gente sabe tudo sobre o aparelho na internet), para começar a sentir o gostinho de uma coisa que ainda não é sua, mas que já está em seus planos há bastante tempo.

Por mais novo que seja um celular, por mais bonito e tecnológico que ele possa parecer, depois de algum tempo (pouquíssimo tempo), ele fica velho. Você já descobriu tudo o que ele pode fazer e não se contenta mais em desbravá-lo.

Quem é que faz isso com a gente, hein?!

sábado, 25 de agosto de 2012

Gente que só enxerga o que quer...

Dia desses, na verdade, na última quinta-feira, quando eu estava no ônibus indo para casa depois do estágio, vi um senhor, acompanhado de sua mulher. Eles estavam sentados um ao lado do outro como dois pombinhos. Era bonito de se ver, acreditem. Volta e meia eles trocavam beijinhos, alguns estalinhos e pareciam estar vivendo aqueles primeiros dia de uma relação amorosa, penso eu.

Ela ficava sem graça ao tomar a iniciativa de beijá-lo. Já ele, agia naturalmente quando recebia ou quando tomava a iniciativa de demonstrar o seu carinho. Eu estava de frente para eles e acho que em alguns momentos, quem ficava com as bochechas "coradas" era eu.

Os dois usavam óculos, assim como eu. Em alguns momentos, os óculos são indispensáveis, mas em outros como tentar beijar alguém, pode ser um grande empecilho. Eles embaçam, retêm a oleosidade da pele e de vez em quando parecem ter vida própria. Caem com uma facilidade desconfiável e desaparecem quando mais precisamos. Mais ou menos caça e caçador, sabe?!

Pois então, continuando minhas observações, teve um momento que envolveu todos os que estavam em volta, observando ou não o que se passava entre o casal: no último beijinho, sim, porque depois do que aconteceu, eles não se beijaram mais, os óculos, dotados de vida própria, tiveram um encontro violento por causa de uma freada brusca, e caíram no chão. Um deles teve a lente quebrada pela queda. As pessoas em volta olharam para o casal e senti que algumas diziam com os olhos: "Bem feito para esse casalzinho feliz!" ou "Aqui não é lugar de fazer esse tipo de coisa!".

Eu ajudei o casal a recolher os óculos. Eles ficaram visivelmente desconsertados e as demonstrações de amor e carinho cessaram. O óculos que teve a lente quebrada foi a dele e, mesmo sem uma das lentes, colocou o óculos no rosto e olhou de "pirata" para a mulher, que riu. Confesso que fiquei com muita  vontade de rir também, porque tudo foi inesperado mas, o meu lado "bom menino" falou mais alto.

Logo depois eu cheguei ao meu destino. Fiquei me perguntando por que ele usava óculos mas olhava por cima da armação enquanto dialogava com a mulher?! Por que?! Qualquer coisa que chame a minha atenção, só será registrada, visivelmente falando, se eu enquadrar o que quero enxergar com a lentes do meu óculos. Comecei a desconfiar que ele só enxergava mesmo o que queria, e que tanto faz se era a mulher com quem ele estava, ou não.

 

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entenda os "por quês"!

Para começar, vale a pena relembrar as regrinhas que definem o significado de cada um dos "por quês" que utilizamos em nossa língua. Aproveite que está na internet e pesquise no Google. Essas regrinhas sempre caem em provas de vestibular, concursos públicos e em processos seletivos de emprego. Além do mais, faz bem conhecer e aplicar no dia a dia o português correto. É o mínimo que podemos fazer, já que está é a nossa língua, por opção ou não.

Bem, agora falando em meus "por quês", que também podem ser um dos seus, é sempre interessante descobrir que mesmo não conhecendo alguém tão bem, assim como eu que posso não conhecer você, aí do outro lado, dividimos as mesmas dúvidas, temos as mesmas opiniões e que questionamos certas coisas, mesmo sem saber porque. Eu avisei lá em cima, no início do texto: relembre as regras de uso dos "porquês"!

Às vezes, quando começo a me questionar sobre algumas coisas que vejo por aí, fico me perguntando se sou psicótico, se só eu observo o que está acontecendo em minha volta e se não tenho mais o que fazer. Então, resolvi unir duas coisas que gosto muito de fazer: passar o tempo na internet e escrever. Lembrei que há alguns anos, fiz este blog e o abandonei completamente. Resgatei o login e a senha, que já nem lembrava mais, e repaginei tudo. Agora, espero conseguir deixar a preguiça de lado e tornar isso aqui em algo digno e bacana.

Prometo que vou me esforçar. Vai ser legal...

Até a próxima!