quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As crises da vida...

Mais cedo ou mais tarde, todos nós passamos por uma "crise" de idade. Eu acho que vivi uma crise dessa aos 23 anos. Na verdade, acho que nem foi uma crise, mesmo. Foi só uma "rebeldia" meio sem causa. O fato é que, com o passar dos anos, a gente começa a sentir o "peso" da idade e isso provoca alguma reação  que eu não sei de onde vem (será que ia adiantar alguma coisa saber?!).

Quando eu passei pela tal fase de rebeldia, que nem foi tão rebelde assim, o que mais me preocupava era a vontade de mudar de rumo na vida. Era como se a minha "nau" (pode pesquisar no Google!) estivesse mau posicionada e eu, inconformado com o falso "norte" da minha vida, tivesse que tomar alguma atitude. Na época, eu não me lembro de ter feito nada que realmente fizesse a minha vida mudar completamente, mas consegui chegar a algumas conclusões.

Percebi que, aos 23 anos, eu ainda morava na casa dos meus pais e ainda estava bem de longe de começar a fazer planos de morar sozinho e de ser independente. Além disso, eu ainda estava no início da faculdade, não tinha grana, não tinha meu carro, não tinha meu apartamento, não tinha encontrado o "amor" da minha vida e nem estava no emprego dos meus sonhos. Triste realidade, aquela.

O tempo passou e hoje, aos 25 anos, pouca coisa mudou (praticamente nada!). O momento de crise me ajudou a entender que o tempo é implacável e que tudo vai se ajeitando aos poucos. Não tem jeito. Minhas preocupações hoje são outras e toda aquela revolta só me fez plantar os pés no chão. Foi uma espécie de "choque de realidade".

Por que eu resolvi falar sobre isso, mesmo?! Ah sim, foi porque observei o quanto essa crise de idade mexe com a vida das pessoas. Tem gente que não admite o envelhecimento e se utiliza de todos os artifícios necessários para combater (em vão), os sinais do tempo. Tem gente que se fecha como uma ostra e não admite que o outro também pode estar certo sobre a vida (ostra que sabe tudo). Tem gente que para no tempo e se impede de viver o que a vida ainda tem para oferecer e tem gente que vive em um total inconformismo, mas é incapaz de tomar atitudes e mudar a posição de sua "nau" (já pesquisou o que significa, né?!).

A postagem de hoje ficou muito estranha, admito. Fugiu até do que eu imaginava, mas teve lá sua importância (teve?!). Passar por uma crise, nem sempre é ruim. Ajuda a gente a entender algumas coisas e nos torna pessoas melhores e mais fortes. Mas, cuidado...! Tem gente por aí que usa a tal da crise como desculpa para tudo e isso não pega bem! 

Abaixo, uma entrevista interessante sobre as "crises" de idade sob o ponto de vista de um especialista: 


Se gostou, divulgue! Até a próxima...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A "bendita" vontade de consumir X Poder de consumo

Hoje resolvi falar de dois assuntos que eu trataria separadamente aqui, mas pensei melhor e percebi que eles estão ligados, de uma forma ou de outra. Um é a necessidade de trocar de aparelho de celular com frequência e o outro é sentir vontade de comprar compulsivamente quando estamos sem grana.

Não sei se existe uma ordem pré estabelecida entre os dois assuntos, como por exemplo, qual deles deve ser tratado primeiro. Então, decidi começar por aquele que é mais frequente comigo, já que não troco o meu celular há quase dois anos (não por falta de vontade): a falta de grana.

Ser estagiário, assunto que pode ganhar uma postagem inteirinha aqui, é bem bacana. É uma oportunidade de aprender sobre a sua futura profissão, com as experiências práticas do dia a dia, já que, na universidade, são poucos os espaços onde podemos colocar em prática tudo o que aprendemos em sala de aula.

Porém, ser estagiário significa, automaticamente, que sua grana é curta, limitada. Tá, é claro que isso depende da área em que você trabalha, o curso que você faz, eu sei... Mas tenham certeza que como eu, muita gente por aí não faz engenharia, medicina ou qualquer outro curso que seja bem valorizado (R$) no mercado de trabalho.

Para nós, que ralamos um mês inteiro para ganhar a "suada" recompensa, ver a grana "desaparecer" é algo bastante comum. O que não é comum (será?!) é sentir vontade de consumir, de comprar, de ter tudo o que quer mais não pode, porque não tem grana. É tenso... Aquelas promoções nas lojas em que mais gostamos de comprar, liquidações e queima de estoques, só acontecem naquele período do mês em que sua grana já "bateu asas"!

E como se não fosse coincidência, você resolve trocar de celular e descobre que se quiser realmente fazer isso, vai ter que parcelar a compra em pelo menos 12 vezes sem juros, para conseguir honrar suas dívidas sem depender de uma "ajudinha" dos pais. Fazer o que, né?!

Enquanto o fim do mês não chega e a grana não "cai" (primeiro ela "cai", depois "bate asas") na conta, vale à pena pesquisar preços, pedir para mexer nos aparelhos e "fingir" que está com dúvidas sobre os dispositivos (porque a gente sabe tudo sobre o aparelho na internet), para começar a sentir o gostinho de uma coisa que ainda não é sua, mas que já está em seus planos há bastante tempo.

Por mais novo que seja um celular, por mais bonito e tecnológico que ele possa parecer, depois de algum tempo (pouquíssimo tempo), ele fica velho. Você já descobriu tudo o que ele pode fazer e não se contenta mais em desbravá-lo.

Quem é que faz isso com a gente, hein?!

sábado, 25 de agosto de 2012

Gente que só enxerga o que quer...

Dia desses, na verdade, na última quinta-feira, quando eu estava no ônibus indo para casa depois do estágio, vi um senhor, acompanhado de sua mulher. Eles estavam sentados um ao lado do outro como dois pombinhos. Era bonito de se ver, acreditem. Volta e meia eles trocavam beijinhos, alguns estalinhos e pareciam estar vivendo aqueles primeiros dia de uma relação amorosa, penso eu.

Ela ficava sem graça ao tomar a iniciativa de beijá-lo. Já ele, agia naturalmente quando recebia ou quando tomava a iniciativa de demonstrar o seu carinho. Eu estava de frente para eles e acho que em alguns momentos, quem ficava com as bochechas "coradas" era eu.

Os dois usavam óculos, assim como eu. Em alguns momentos, os óculos são indispensáveis, mas em outros como tentar beijar alguém, pode ser um grande empecilho. Eles embaçam, retêm a oleosidade da pele e de vez em quando parecem ter vida própria. Caem com uma facilidade desconfiável e desaparecem quando mais precisamos. Mais ou menos caça e caçador, sabe?!

Pois então, continuando minhas observações, teve um momento que envolveu todos os que estavam em volta, observando ou não o que se passava entre o casal: no último beijinho, sim, porque depois do que aconteceu, eles não se beijaram mais, os óculos, dotados de vida própria, tiveram um encontro violento por causa de uma freada brusca, e caíram no chão. Um deles teve a lente quebrada pela queda. As pessoas em volta olharam para o casal e senti que algumas diziam com os olhos: "Bem feito para esse casalzinho feliz!" ou "Aqui não é lugar de fazer esse tipo de coisa!".

Eu ajudei o casal a recolher os óculos. Eles ficaram visivelmente desconsertados e as demonstrações de amor e carinho cessaram. O óculos que teve a lente quebrada foi a dele e, mesmo sem uma das lentes, colocou o óculos no rosto e olhou de "pirata" para a mulher, que riu. Confesso que fiquei com muita  vontade de rir também, porque tudo foi inesperado mas, o meu lado "bom menino" falou mais alto.

Logo depois eu cheguei ao meu destino. Fiquei me perguntando por que ele usava óculos mas olhava por cima da armação enquanto dialogava com a mulher?! Por que?! Qualquer coisa que chame a minha atenção, só será registrada, visivelmente falando, se eu enquadrar o que quero enxergar com a lentes do meu óculos. Comecei a desconfiar que ele só enxergava mesmo o que queria, e que tanto faz se era a mulher com quem ele estava, ou não.

 

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entenda os "por quês"!

Para começar, vale a pena relembrar as regrinhas que definem o significado de cada um dos "por quês" que utilizamos em nossa língua. Aproveite que está na internet e pesquise no Google. Essas regrinhas sempre caem em provas de vestibular, concursos públicos e em processos seletivos de emprego. Além do mais, faz bem conhecer e aplicar no dia a dia o português correto. É o mínimo que podemos fazer, já que está é a nossa língua, por opção ou não.

Bem, agora falando em meus "por quês", que também podem ser um dos seus, é sempre interessante descobrir que mesmo não conhecendo alguém tão bem, assim como eu que posso não conhecer você, aí do outro lado, dividimos as mesmas dúvidas, temos as mesmas opiniões e que questionamos certas coisas, mesmo sem saber porque. Eu avisei lá em cima, no início do texto: relembre as regras de uso dos "porquês"!

Às vezes, quando começo a me questionar sobre algumas coisas que vejo por aí, fico me perguntando se sou psicótico, se só eu observo o que está acontecendo em minha volta e se não tenho mais o que fazer. Então, resolvi unir duas coisas que gosto muito de fazer: passar o tempo na internet e escrever. Lembrei que há alguns anos, fiz este blog e o abandonei completamente. Resgatei o login e a senha, que já nem lembrava mais, e repaginei tudo. Agora, espero conseguir deixar a preguiça de lado e tornar isso aqui em algo digno e bacana.

Prometo que vou me esforçar. Vai ser legal...

Até a próxima!