segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A "bendita" vontade de consumir X Poder de consumo

Hoje resolvi falar de dois assuntos que eu trataria separadamente aqui, mas pensei melhor e percebi que eles estão ligados, de uma forma ou de outra. Um é a necessidade de trocar de aparelho de celular com frequência e o outro é sentir vontade de comprar compulsivamente quando estamos sem grana.

Não sei se existe uma ordem pré estabelecida entre os dois assuntos, como por exemplo, qual deles deve ser tratado primeiro. Então, decidi começar por aquele que é mais frequente comigo, já que não troco o meu celular há quase dois anos (não por falta de vontade): a falta de grana.

Ser estagiário, assunto que pode ganhar uma postagem inteirinha aqui, é bem bacana. É uma oportunidade de aprender sobre a sua futura profissão, com as experiências práticas do dia a dia, já que, na universidade, são poucos os espaços onde podemos colocar em prática tudo o que aprendemos em sala de aula.

Porém, ser estagiário significa, automaticamente, que sua grana é curta, limitada. Tá, é claro que isso depende da área em que você trabalha, o curso que você faz, eu sei... Mas tenham certeza que como eu, muita gente por aí não faz engenharia, medicina ou qualquer outro curso que seja bem valorizado (R$) no mercado de trabalho.

Para nós, que ralamos um mês inteiro para ganhar a "suada" recompensa, ver a grana "desaparecer" é algo bastante comum. O que não é comum (será?!) é sentir vontade de consumir, de comprar, de ter tudo o que quer mais não pode, porque não tem grana. É tenso... Aquelas promoções nas lojas em que mais gostamos de comprar, liquidações e queima de estoques, só acontecem naquele período do mês em que sua grana já "bateu asas"!

E como se não fosse coincidência, você resolve trocar de celular e descobre que se quiser realmente fazer isso, vai ter que parcelar a compra em pelo menos 12 vezes sem juros, para conseguir honrar suas dívidas sem depender de uma "ajudinha" dos pais. Fazer o que, né?!

Enquanto o fim do mês não chega e a grana não "cai" (primeiro ela "cai", depois "bate asas") na conta, vale à pena pesquisar preços, pedir para mexer nos aparelhos e "fingir" que está com dúvidas sobre os dispositivos (porque a gente sabe tudo sobre o aparelho na internet), para começar a sentir o gostinho de uma coisa que ainda não é sua, mas que já está em seus planos há bastante tempo.

Por mais novo que seja um celular, por mais bonito e tecnológico que ele possa parecer, depois de algum tempo (pouquíssimo tempo), ele fica velho. Você já descobriu tudo o que ele pode fazer e não se contenta mais em desbravá-lo.

Quem é que faz isso com a gente, hein?!

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