domingo, 28 de outubro de 2012

O alcoolismo e a luta pela sobriedade...


Neste fim de semana, estive em uma reunião do Alcoólicos Anônimos, mais conhecido como AA. Não, eu não tenho problemas com bebidas alcoólicas, mas fui dar apoio para um grande amigo, que depois de muitos anos, percebeu que precisava tomar alguma atitude em relação à doença. Isso mesmo: doença! A Organização Mundial da Saúde (OMS), reconhece o alcoolismo uma doença. Em fevereiro deste ano, a OMS divulgou dados de uma pesquisa que aponta que o consumo de álcool já é responsável por quase 4% das mortes pelo mundo. E o pior: já mata mais que a tuberculose, a Aids e a violência.

Chegamos bem cedo ao local onde acontecem as reuniões. Aos poucos os membros da irmandade foram chegando e ocupando seus lugares. Fui muito bem recebido por todos e logo as badaladas do sino, nas mãos de um dos membros e coordenadores do grupo, convidava todos fazerem silêncio. Começava mais uma reunião. Todos, de pé, recitam a Oração da Serenidade, que fiz questão de registrar aqui: 

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária 
para aceitar as coisas que não podemos modificar, 
Coragem para modificar aquelas que podemos, 
e Sabedoria para distinguir umas das outras."

Em seguida, os membros são convidados a fazer seus depoimentos sobre como estão conseguindo evitar o primeiro gole e sobre a luta constante contra o desejo e a impulsividade. A maioria dos membros do grupo que visitei eram de homens, com idades entre 40 e 70 anos. Ouvi histórias de pessoas que perderam tudo o que tinham por conta da doença. Pessoas que passaram muito perto da morte e conseguiram entender que precisavam de ajuda. Pais de família que perderam desde bens materiais a valores como dignidade e auto estima. 

Uma informação importante, que chamou minha atenção, foi o fato de muitos dos membros terem relatado que começaram a beber muito cedo, alguns ainda na adolescência. Hoje, ingerir bebida alcoólica é uma rotina muito comum na vida de adolescentes, jovens e adultos. Fiquei pensando como será o futuro de muitos dos jovens de hoje que não conseguem sair de casa para se divertir sem beber. A maioria dos membros lamenta ter chegado ao fundo do poço por conta da doença. A falta de controle sobre o impulso de beber trouxe muita dor e tristeza para aqueles homens e suas famílias. Quantos de nós teremos que passar pela mesma dor para entender o quanto o álcool faz mal?!

Terminada a reunião, cada um dos membros fez um compromisso consigo mesmo e com a irmandade de continuar na luta por mais 24 horas de serenidade e sobriedade. Eu nunca havia participado de nenhuma reunião do AA e saí de lá com a responsabilidade de contribuir, de alguma forma, para que outras pessoas conheçam o trabalho da irmandade. Lembrando que o desejo e a vontade de deixar o álcool é de cada um. O alcoólico precisa querer mudar e precisa de apoio de familiares e amigos. A reunião fez mais bem para mim que para todos os membros que estavam lá, porque eu voltei no tempo e lembrei de pessoas da minha família e amigos que também sofreram muito pelo mesmo motivo. 

Bem, para quem ainda não conhece, segue abaixo o site do Alcoólicos Anônimos no Brasil, uma matéria sobre do site Terra sobre os números da doença no mundo e um texto, do site da empresa Scritta, sobre a maneira como os devem ser chamadas as pessoas que consomem álcool (alcoólatra ou alcoólico?!).

confira: 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Rotina de um repórter...



Dia, mau humor, sono, banho, toalha, roupa, cabelo, perfume, bolsa, chave do carro, rua, trânsito, impaciência, pressa, atraso, estacionamento. Crachá, abraços, beijos, acenos, cantina, cafezinho, pão de queijo, redação, cadeira, computador, editor chefe, pauta, deadline, bloco de anotações, caneta, telefonemas, risos, afirmações, rua, carro, motorista, delegacia, policiais, vítimas, boletim de ocorrência, entrevistas, anotações, fotos, ficha, telefonemas, conversas, desentendimento, choro, carro, motorista, rua, acidente, mortos, feridos, congestionamento, sirenes, bombeiros, ambulâncias, gritos, socorro, entrevistas, anotações, telefonema, carro, motorista, alta velocidade, fumaça, fogo, sirenes, bombeiros, água, desabamentos, correria, pânico, salvamentos, questionamentos, anotações, afirmações, carro, motorista, redação, pessoas, vozes, acenos, cansaço, dores nos pés, banheiro, mesa, computador, editor chefe, diálogo, matérias, coceira na cabeça, relógio, deadline, pressão, conclusão, alívio, cansaço, dor de cabeça, cantina, lanche, despedidas, chaves do carro, trânsito, garagem, apartamento, chave da porta, sofá, televisão, sono, insônia, fome geladeira, macarrão, microondas, mais fome, maçã, madrugada, frio, solidão, asia, internet, bate papo, frustração, sono, cama, calmantes, apagão.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que você quer ser quando crescer?!


Quando eu era criança, não sabia ao certo o que queria fazer quando crescer, mas também não levei muito tempo para decidir, porque ainda bem cedo, fui percebendo que gostava de ler e escrever. Com o passar do tempo, descobri que o curso de comunicação reunia todas as coisas que eu gostaria de fazer profissionalmente. Felizmente, escolher o que eu queria quando crescer nunca foi um grande problema. 

Bem, eu não cresci em tamanho, mas tenho certeza que acertei na escolha: cursar jornalismo. Vencida a etapa do vestibular, a graduação nos coloca em contato com diversas áreas da profissão. Como estagiário, já tive a oportunidade de conhecer algumas delas. Minha primeira experiência em jornalismo foi com assessoria de comunicação e imprensa. Foi uma experiência bem bacana e interessante. Também já trabalhei na área de comunicação empresarial e tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, e trata-se de uma área que cresce muito. Por último, estou há alguns meses trabalhando na produção de TV e está sendo ótimo.

Um dos motivos pelos quais eu decidi cursar jornalismo foi, além de gostar de ler e escrever, a possibilidade de trabalhar na televisão, um grande sonho de criança. Mas e quem ainda não sabe o que quer ser depois de grande e com o diploma na mão?! E quem um dia lutou pelo sonho de se formar e ainda não sabe o que quer fazer da vida?! Tem muita gente por aí vivendo essa situação. Pessoas que escolheram a própria profissão e hoje não sabem o que fazer para alcançar plenitude e realização profissional.

O que posso dizer para essas pessoas (E quem sou eu para isso??)?! Nunca desistam... Nunca desistam de correr atrás de um grande sonho. Nunca é tarde demais para começar a estudar, mudar de profissão, fazer inglês... E se você ainda não sabe mesmo o que quer fazer da vida, lembre-se: você não está sozinho. Conheço uma porção de gente que também não sabe!

Mais importante que saber o que quer da vida, é entender que viver a vida é o fundamental. Não sinta-se mal por isso. Ao contrário: pense no quanto vai ser bom sair em busca de novos horizontes. Estabeleça metas! Corra atrás de seus objetivos que a vida se encarrega do resto.

Para finalizar, escrevi esse texto com a música "Pais e Filhos", da banda Legião Urbana, na cabeça. Para quem gosta, como eu, segue o vídeo:



Até a próxima!

     

terça-feira, 2 de outubro de 2012

É proibido proibir e viver sem quebrar regras de vez em quando...

Tá, eu prometi que essa postagem seria sobre um assunto que muita gente faz, mas tem vergonha de assumir. Um assunto que muita gente deve ser especialista por aí, mas nem desconfia. Quebrar regras é uma das coisas mais comuns deste mundo, porém muita gente tem receio de falar ou tocar no assunto... 

Eu confesso, sem falso pudor, que quebrar regras não é algo muito comum na vida e talvez por isso, eu sinta necessidade de quebrar alguma coisa, de vez em quando, sabe?! 

Poucos dias trás, vi uma empresa da área de treinamentos e recursos humanos compartilhando alguns pontos de nossa vida pessoal, profissional e familiar, que mereciam a nossa atenção. Um deles dizia que quebrar regras é algo que devemos fazer de vez em quando, e confesso que isso é verdade!

Quem consegue viver o tempo inteiro sem sentir o gostinho de violar normas e regras?! Ah, vamos deixar claro que quebrar regras, neste caso, não se refere ao fato de colocar a própria vida e a de outros em risco, ser desonesto ou coisas do tipo.

Retomando o assunto, conheço pessoas que são muito mais preocupadas em seguir todas as regras estabelecidas, do que viver a vida da melhor maneira possível. Elas vivem presas em regras que nem elas mesmas entendem porque foram criadas e se auto proíbem de uma maneira assustadora e imperdoável, até. 

Quanto mais nos proibimos de fazer algo, mais vontade teremos de fazê-lo e isso pode nos impedir de viver momentos importantes na vida. Cada um de nós sabe as regras que nos impedem de viver melhor. Regras que foram criadas em algum momento ou por alguém, que nos restringe a ponto de causar inércia. Fique de olho... 

Portanto, permita-se, de vez em quando, errar também. Permita-se, de vez em quando, beijar na boca no primeiro encontro, usar xadrez e listras no mesmo figurino, usar a cor que quiser na hora de se maquiar. Saia com o cara baixinho ou com o cara de cavanhaque. Fique com a menina de aparelho ou dê uma chance para o nerd da sua turma. Use açúcar ao invés de adoçante. Omita seu peso ou sua idade. Corte o cabelo bem curtinho ou deixe a barba crescer...

Que regra mais te restringe?! Pense, aí... Mas tenha cuidado! Quebrar regras exige muita esperteza. Nada de sair por aí cometendo bobagens, ok?!   

Texto que encontrei na internet sem autor definido (se alguém souber quem é o autor, pode dizer) :

"A vida é curta. Quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo."


Até o nosso próximo encontro!