quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A hora de sair de casa...

Conforme o prometido na última postagem, o assunto de hoje é algo que cedo ou tarde, acontece na vida de todos nós: a hora de sair de casa. Este sempre foi um assunto que me interessou, porque sair de casa, significa, entre outras coisas, que alcançamos autonomia e independência. Conversando com algumas pessoas sobre o assunto, descobri histórias de vida fascinantes. Pessoas, que por diversos motivos, precisaram sair de casa ainda muito cedo, que foram expulsas ou por livre espontânea vontade.

Posso começar com o exemplo de minha mãe. Ela ficou órfã de seus pais muito cedo, aos 6 anos de idade. Aos 12 anos, já trabalhava para sobreviver e ajudar a família. Pouco tempo depois, saiu de casa e foi viver sozinha e alguns anos depois, conheceu meu pai. Vários motivos levaram minha mãe a sair de casa tão cedo e, a maioria deles, relacionados ao fato de ter sido criada por pessoas com quem tinha conflitos.

Sei de histórias de pessoas que precisaram trabalhar desde muito cedo para ajudar a família e, em consequência disso, acabaram saindo de casa mais cedo também. Hoje em dia, parece que esse processo foi invertido. Os filhos saem de casa cada vez mais tarde e, quando tomam a decisão de sair, já estão formados, trabalhando, casados, com casa para morar, donos de si mesmos.

Meu irmão mais velho, por exemplo, saiu de casa este ano, aos 27 anos. Ele estudou, formou-se, conseguiu um bom emprego, juntou uma grana, comprou um apartamento e casou-se. Ele fez tudo direitinho, com muita paciência. Ah, e depois de tudo isso, ainda conseguiu comprar um carro...

Onde quero chegar com tudo isso?! Bem, nem eu sei ao certo, mas hoje, aos 25 anos, sei que ainda estou longe de realizar tudo isso. Ainda estou na metade do meu curso de jornalismo e jornalistas, até onde sei, não têm os melhores salários. Então, até eu me formar, começar a trabalhar e juntar uma grana, ainda vai levar um bom tempo.

Os meus motivos para sair de casa?! Ser independente, escolher a decoração da casa, dar uma festa e receber meus amigos, pintar uma parede de verde quando sentir vontade, chegar tarde, acordar tarde, namorar na sala, ter animais de estimação, lavar a louça da janta só de manhã, entre outras coisas. E mais: sentir o prazer de viver em um espaço que foi conquistado com o esforço de seu trabalho, mostrar (mostrar, mesmo!) que sou capaz, pagar minhas próprias contas... (não é a melhor parte, mas faz parte!)

Lembrei que já tive vontade de fugir (sair de casa, em alguns casos, pode significar o mesmo que fugir de casa!) de casa várias vezes! Não sei por que isso acontece. Às vezes, alguns conflitos em casa, dificuldades de relacionamento com a família e a vontade de ser livre (não ter que dar satisfação para ninguém) são os principais motivos.

O fato é que, em algum momento, não nos encaixamos mais em nosso ambiente familiar. Por mais feliz que seja o convívio com os membros de nossa família, vai chegar o momento em que a vontade de viver uma carreira "solo" fala mais alto. Parece ser algo genético. Algo que vem no sangue do ser humano, ao longo de séculos. Vai entender, né?!
     
Até a próxima!
    

3 comentários:

  1. Ótima reflexão. Sair de casa quando não é por motivo de forçar maior, e sim pela maturidade, é instinto. Como vc disse tem validade...temos o desejo de ter um lugar que seja só nosso, com nossa cara, com nossa administração. bjs

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  2. Luiz, também adorei o seu blog, e estarei sempre por aqui! Adoro a sua escrita e o seu jeito de falar!
    Para mim foi um tanto difícil sair de casa, não sei se já te contei que em Colatina moramos na mesma casa apenas eu e minha mãe. Ou seja, tive que deixá-la morando sozinho para seguir com o meu sonho de cursar Jornalismo... Mas faço de tudo para estarmos sempre juntas!
    Parabenize a sua mãe, muito guerreira, hein?!?

    Um beijo!

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